222 085 949, 964 899 958 ou 934 961 540 - 24 horas

PROJETO PARENTALIDADES

PROJETO PARENTALIDADES

A Associação Projecto Criar, apesar de não ser entidade promotora, foi entidade parceira e beneficiária do projeto parentalidades, promovido pela Associação Fernão Mendes Pinto em parceria com a Comissão de Proteção da Figueira da Foz e de Montemor o Velho. Este projeto é financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian.

O PROJECTO PARENTALIDADES teve como atividades principais da responsabilidade da Associação Projecto Criar, as seguintes:

a)  Desenvolver várias intervenções no meio escolar, através de sessões informativas em contexto de sala de aula, com o objetivo de sensibilizar, informar e educar os/as estudantes relativamente à violência/desigualdade de género.

As sessões pretendem desenvolver intervenções inovadoras centradas na construção de novas masculinidades e feminilidades como resposta à necessidade de desenvolvimento de relações entre homens e mulheres baseadas na igualdade de direitos e deveres, através de vários temas de atuação:

– Linguagem de ódio/intolerância;

– Homofobia;

– Violência contra mulheres

– Parentalidade Positiva

– Cidadania e Migração

– Violência, Exploração e Discriminação

– Sexualidade e Mutilação Genital Feminina.

b) Desenvolver uma intervenção no meio escolar

Esta intervenção no meio escolar concretizou-se através de uma exposição de pintura denominada “Metáforas VVD” com apresentação do testemunho da vítima de violência doméstica que a APC apoiou, e que é pintora da exposição em causa, dando a conhecer a interpretação que a mesma fez da vivência da sua situação. O objetivo era, sobretudo, o de sensibilizar os/as estudantes para esta temática e para a importância da Igualdade de Género na atualidade.

Resultados :

Os temas sugeridos para trabalhar NO ANO LETIVO 2014/2015 junto dos/as alunos/as nas Sessões de Sensibilização foram:

Distribuição das temáticas pelas turmas

4º ano 6º BC/DC 6º BC/DC 8º BI 8ºCI 12º 12º
Cidadania e Migração Discriminação de Género Discriminação de Género Discriminação de Género Violência Discriminação Mutilação Genital Feminina
Discriminação Cidadania e Migração Cidadania e Migração Sexualidade Discriminação Mutilação Genital Feminina Tráfico de Seres Humanos
Violência Discriminação étnica e racial Discriminação étnica e racial Discriminação Tráfico de Seres Humanos  Tráfico de Seres Humanos Discriminação
Total: Aprox. 378 alunos/as 

+7 Professores/as

 

No ano letivo 2015/2016 estão a ser desenvolvidas, junto do Agrupamento de Escolas Carolina Michaelis e Escola Secundária de Ermesinde, ações de sensibilização e campanhas relativamente a três áreas de atuação:

– Linguagem de ódio/intolerância;

– Homofobia;

– Violência contra mulheres

Tabela 1 – Dados quantitativos indivíduos abrangidos

Projecto Ano lectivo Alunos Alunas
Parentalidade Positiva – Sec. Ermesinde 10º EI 13 2
10º F 14 6
Exposição “Metáforas VVD” –  Carolina Michaelis 8º; 9º, 10º e 11º 34 59
Escola de Sampaio

Sensibilização violência

2º ano 10 7
Homofobia – Escola Secundária Ermesinde 11ºF 19 3
11ºEI 10 3
Homofobia- Carolina Michaelis 11º Informática 24 1
10º Desporto 21 3
Total parcial 145 84
Total  

229

 

Tabela 2 – Dados qualitativos e indivíduos abrangidos

Projeto Parentalidades  

Anos lectivo/Idade/formação

 

Alunos/Alunas/técnico(a)s

Exposição “Metáforas VVD” – Escola Secundária Ermesinde Todos do 7º ao 12º 1400 (toda a comunidade escolar) (1)
Terapia de grupo crianças expostas a VD 7 – 12 anos Crianças sinalizadas pelas CPCjs de Valongo, Gondomar, Porto Oriental e APC num total de 7 (2)
Formação de Técnicos/as – Terapia de grupo crianças expostas a Violência Doméstica Psicologia, Área Social, Educação Técnicos das CPCJs e ONGs num total de 28
Comemoração dia contra a violência – edição de postais (1000) e cartazes (4) Alunos da Sec. Ermesinde e Carolina Michaelis 800 aluno(A)S (400 + 400)

 

  • – Esta iniciativa/exposição aconteceu na sala de convívio da escola secundária, aberta a toda a comunidade, de acesso livre.
  • – Esta intervenção ainda não foi possível realizar por dificuldade em recolher autorização dos progenitores e por alteração da equipa terapêutica da Universidade Fernando Pessoa o qual limitou a capacidade de resposta.

Os projetos escolares com vista a impedir a formação de estereótipos de gênero associados às desigualdades têm de ter a duração de vários anos letivos para pdoerem surtir efeito. Devem portanto ser organizados de forma consistente e duradoura. Neste sentido criamos no ano 2012 uma estreia ligaçãoo com o agrupamento esolar Carolina Michaelis, com quem temos trabalhado desde então, sem interrupções letivas. Este protocolo pretende consubtanciar-se numa ação multi-contextual de intervenção em toda a comunidade escolar (incluindo pais e mães). Desde 2012 que são intervencionadas 2 turmas por cada ciclo escolar. O projeto parentalidades acabou por usufruir do protocolo existente entre a APC e este agrupamaneto e de todo o trabalho que até então já tinha sido desenvolvido sem qualquer financiamento.

O Projeto Parentalidades terminou no dia 31 Março de 2016