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GAVVI

GRUPOS DE APOIO ÀS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA NA INTIMIDADE (GAVVI)

Os objetivos gerais dos Grupos de Apoio às Vítimas de violência na Intimidade correspondem àqueles propostos pelo Programa de Monitorização e Reestruturação (MORE+), onde estes grupos se incluem. Particularmente, pretende-se que a promoção da segurança, do bem-estar pessoal e social da vítima e da (re)construção ativa de um projeto de vida livre de violência seja alcançada a partir da capacitação e empoderamento pessoal e social da vítima, bem como do reforço dos fatores de proteção e da diminuição dos fatores de risco de revitimização.

Especificamente, o programa propõe:

  • Reforçar o suporte social e ampliar as audiências para a validação e reforço dos ganhos;
  • Informar e promover o reconhecimento das dinâmicas, dos significados, dos impactos e dos fatores de risco e de proteção;
  • Ampliar e consolidar as respostas e estratégias positivas de prevenção e atuação face à violência;
  • Refletir sobre e desconstruir discursos tradicionais de género;
  • Mitigar o impacto negativo da violência nas diferentes áreas de vida;
  • Promover a autoestima e redefinir o autoconceito a partir da ênfase nos recursos e competências;
  • Promover a (re)construção da identidade e a projeção no futuro a partir do  empoderamento.

Os GAVVI incluem três fases distintas num processo sequencial:

FASE 1 – A primeira fase corresponde à Avaliação e Estabilização, já descrita anteriormente, e que é comum a todo o Programa de Monitorização e Reestruturação (MORE+).

FASE 2 – A segunda fase é de Intervenção a partir de uma abordagem psicoeducacional em grupos de formato fechado.

FASE 3 – A terceira fase de Consolidação e Follow-up será concretizada através de grupos de suporte de formato aberto.

Os grupos psicoeducativos (fase 2) e os grupos de suporte (fase 3) desenvolvem-se paralelamente e em articulação com o programa de monitorização da vítima (descrito no ponto 1), podendo ainda ser ativadas outras respostas integradas (cf. Figura 1).

Figura 1. Diagrama dos Grupos de Apoio à Vítima de Violência na Intimidade (GAVVI) e articulação com outras respostas

GAVVI

Após completar a primeira fase, as participantes serão encaminhadas para a fase de intervenção que consiste numa intervenção em grupo.

 

AVALIAÇÃO DOS GRUPOS DE APOIO À VÍTIMA DE VIOLÊNCIA NA INTIMIDADE (GAVVI)

Para a avaliação da eficácia do programa iremos recorrer a várias fases de avaliação que irão coincidir com diferentes fases do programa:

Pré-teste: durante a Fase 1 (avaliação e estabilização), preferencialmente durante a primeira sessão

Pós-teste: a ter lugar na sessão intermédia entre a fase 2 e 3

Follow-up

1º follow-up: um mês após terem completado a fase 2, independentemente de as participantes terem aderido ao grupo de suporte e do número de sessões a que assistiram, no caso de terem participado na terceira fase.

2º follow-up: seis meses após terem completado a fase 2, independentemente de as participantes terem aderido ao grupo de suporte e do número de sessões a que assistiram, no caso de terem participado na terceira fase

Para a avaliação da eficácia, prevê-se utilizar a seguinte bateria de instrumentos de avaliação [1]:

Escala de Crenças sobre a Violência Conjugal (ECVC; Matos, Machado & Gonçalves, 2008) para avaliar as atitudes e crenças face ao uso da violência nas relações íntimas.

The Outcome Questionnaire-45 (OQ-45.2; Lambert et al., 1996; Adaptado e traduzido por Machado e Fassnacht, 2015) que permite avaliar o nível de ajustamento e perturbação psicossocial e monitorizar o progresso das participantes ao longo do programa

Checklist de Avaliação do Risco DASH 2009 (Richards, 2009) para a avaliação dos níveis de risco de violência na intimidade

[1] Este instrumentos são coincidentes com alguns dos que são utilizados no protocolo de avaliação das necessidades de intervenção na primeira fase do programa, evitando a sobreavaliação e sobrecarga para a vítima. Para uma descrição mais pormenorizada dos instrumentos, consultar o capítulo da fase 1 – avaliação e estabilização.